Não foi sem surpresa que, ao estender a mão, recebi juntamente com um preservativo, um pacotinho com gel, no qual constava a marca do Ministério da Saúde.
Aquele pessoal ligado a ONG´s é quem tava distribuindo no meio de uma festa junina, e eu foi deveras espontâneo e sincero ao elogiar essa inusitada iniciativa do governo.
Além do preservativo um gel!
Não sabia eu, no entanto, que o tal produto era destinado a uma finalidade diversa da que eu pensara, e justamente por isso é que tive que corrigir meu julgamento de então.
Por coincidência eu tinha acabado de sair do banheiro, onde tive o desprazer de ver minha cabeleira despenteada. Há semanas eu não cortava o cabelo e meus rebeldes cachos, ou o que ainda me resta deles, estavam completamente despenteados, motivo pelo qual imaginei que, devido a tal fato, nenhuma garota aceitaria um convite meu para dançar. Além do mais, caso aceitasse, como danço muito mal, seria pouco provável que persistisse até o fim da dança levando pisões desastrados nos pés e sendo alvo de chacota dos espectadores.
Normalmente, para se paquerar com eficiência numa festa junina, é necessário sobretudo saber dançar, caso contrário, suas chances diminuem, no mínimo, 50%. Conversar é impossível por causa do volume do som, então não me restou muitas opções além de fazer uso do meu charme inato para tentar descolar alguma companhia, mas a porra do meu cabelo despenteado tava atrapalhando a onda.
Foi aí que a menina da ONG me ofereceu o preservativo e o gel, tendo eu, assim que os peguei, me dirigido ao banheiro.
“Formidável – pensei – O governo, para evitar que os preservativos distribuídos nas ruas estraguem sem serem usados, decidiu distribuir esse gelzinho para que as pessoas ajeitem o cabelo, se tornem mais elegantes e atraentes e, por conseguinte, descolem algum parceiro para transar... E ainda tem gente que critica o governo!”
Fiz um topete invocado utilizando o gel que recebi, e entrei no salão disposto a convidar alguma fulana a compartilhar comigo a camisinha.
Acreditando que, diante de meu irresistível topete, nenhuma mulher recusaria um convite meu, convidei a queima-roupa uma das jovens presentes para me acompanhar até um terreno baldio nas imediações, e acabei recebendo como resposta um violento tapa na cara!
Somente então me dei conta de ler as instruções de uso do tal gel, e para minha surpresa, descobri que o produto é destinado para a prática de sexo anal. Mas aí já era tarde demais: acabei sendo expulso da festa por causa desse terrível mal entendido.
Talvez se eu tivesse descoberto antes a função daquele produto eu tivesse me saído melhor. Se bem que é bastante provável que a garota por quem me interessei ficasse meio constrangida se, ao invés de fazer o convite que mencionei acima, a convidasse para me dar a bunda. Acho que ela não aceitaria o convite, mesmo por que, até então, eu não havia penteado os cabelos, o que compromete em demasia o meu charme inato.
Aquele pessoal ligado a ONG´s é quem tava distribuindo no meio de uma festa junina, e eu foi deveras espontâneo e sincero ao elogiar essa inusitada iniciativa do governo.
Além do preservativo um gel!
Não sabia eu, no entanto, que o tal produto era destinado a uma finalidade diversa da que eu pensara, e justamente por isso é que tive que corrigir meu julgamento de então.
Por coincidência eu tinha acabado de sair do banheiro, onde tive o desprazer de ver minha cabeleira despenteada. Há semanas eu não cortava o cabelo e meus rebeldes cachos, ou o que ainda me resta deles, estavam completamente despenteados, motivo pelo qual imaginei que, devido a tal fato, nenhuma garota aceitaria um convite meu para dançar. Além do mais, caso aceitasse, como danço muito mal, seria pouco provável que persistisse até o fim da dança levando pisões desastrados nos pés e sendo alvo de chacota dos espectadores.
Normalmente, para se paquerar com eficiência numa festa junina, é necessário sobretudo saber dançar, caso contrário, suas chances diminuem, no mínimo, 50%. Conversar é impossível por causa do volume do som, então não me restou muitas opções além de fazer uso do meu charme inato para tentar descolar alguma companhia, mas a porra do meu cabelo despenteado tava atrapalhando a onda.
Foi aí que a menina da ONG me ofereceu o preservativo e o gel, tendo eu, assim que os peguei, me dirigido ao banheiro.
“Formidável – pensei – O governo, para evitar que os preservativos distribuídos nas ruas estraguem sem serem usados, decidiu distribuir esse gelzinho para que as pessoas ajeitem o cabelo, se tornem mais elegantes e atraentes e, por conseguinte, descolem algum parceiro para transar... E ainda tem gente que critica o governo!”
Fiz um topete invocado utilizando o gel que recebi, e entrei no salão disposto a convidar alguma fulana a compartilhar comigo a camisinha.
Acreditando que, diante de meu irresistível topete, nenhuma mulher recusaria um convite meu, convidei a queima-roupa uma das jovens presentes para me acompanhar até um terreno baldio nas imediações, e acabei recebendo como resposta um violento tapa na cara!
Somente então me dei conta de ler as instruções de uso do tal gel, e para minha surpresa, descobri que o produto é destinado para a prática de sexo anal. Mas aí já era tarde demais: acabei sendo expulso da festa por causa desse terrível mal entendido.
Talvez se eu tivesse descoberto antes a função daquele produto eu tivesse me saído melhor. Se bem que é bastante provável que a garota por quem me interessei ficasse meio constrangida se, ao invés de fazer o convite que mencionei acima, a convidasse para me dar a bunda. Acho que ela não aceitaria o convite, mesmo por que, até então, eu não havia penteado os cabelos, o que compromete em demasia o meu charme inato.



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