17 Maio, 2010

Duas tentativas de soneto


Esses dias me deu vontade de tentar escrever uns poemas, coisa que eu não tentava fazer há muito tempo.
O primeiro aí de baixo é dedicado às feministas - por isso a imagem aí de cima - mas ambos ainda não tem título.

* * *


A invenção do vibrador a pilha,
Deu às mulheres mais independência
Disse-me outro dia essa indecência
Uma feminista, achando isso uma maravilha.

Talvez seja impossível à ciência,
Ou talvez até seja uma armadilha
tornar obsoleto o que se tem perto da virilha
o membro com que se faz saliência.

Embora reivindique liberdade
E critique o machismo da sociedade
Não há feminista que não se submeta

a se render e perder a compostura
Ao deparar-se com a imponente estrutura
De uma ereta e roliça chapuleta

* * *

Diante de singela senhorita
Decidi, finalmente, ofertá-la
Minha pica, na intenção de saciá-la
A boca, o cu e, claro, a priquita

Desmesuradamente ela se irrita
E entre gritos me manda respeitá-la
Mas ao notar o vigor da tal bengala
Se rende e diz: - Me dê esta bendita.

Findou assaz feliz a tal ninfeta
Ao ver em riste a rubra baioneta
E com esta ter sua gana contemplada.

Sua indignação feroz de outrora
Evidenciou que para sua aurora
Queria mesmo era ser enrabada.

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