Estou ausente esses dias, pois, uma vez necessitando de dinheiro para pagar minhas dívidas, cheguei à conclusão de que preciso trabalhar de verdade, o que tem me tomado um tempo considerável.
Isso significa dizer que abandonei de vez minha carreira musical, e a partir de então sou mais um proleta que vende sua força de trabalho em troca de trinta dinheiros mensais.
Foi duro, mas não deu pra sustentar o sonho de me tornar um músico reconhecido no meio artístico, para decepção da meia dúzia de fãs que arregimentei durante minha curta carreira, sobretudo pro escroto do Eduardo, que adorava me ver interpretar Roberto Carlos.
A maior dificuldade em me tornar um bom músico, creio eu, talvez deve ter alguma relação com o fato de eu não saber cantar nem tocar instrumento algum. Isso realmente deve ter dificultado as coisas pra mim.
Na primeira banda que fiz parte, fui contratado pra tocar bateria, mas para minha frustração, após assinar o contrato, me dei conta da dificuldade de transportar o instrumento a cada local no qual tocaríamos.
Decidi, logo no primeiro show, levar, ao invés da bateria, uma flauta, motivado pelo fato de ser extremamente mais fácil de transportar o tal instrumento de sopro. Infelizmente o público não gostou muito da troca da bateria pela flauta, sobretudo por que nossa banda era uma banda de punk-rock.
Mais estranho ainda era nossa banda de punk-rock se chamar “Os Changemas do Pagode”, nome este que suscitou inúmeros mal-entendidos, principalmente quando alguém do público pedia que tocássemos um samba ou algo do tipo, e era redargüido com impropérios pelo vocalista.
Me cansei daquele tipo de trabalho e, desejando iniciar uma nova fase na minha carreira, fui fazer um teste pra filarmônica de Berlim.
Fui injustamente reprovado, mas conheci o cara que tocava tamborim na orquestra e, após uns minutos de conversa, ao percebermos nossas afinidades musicais, decidimos formar uma dupla sertaneja. O único problema é que nem um de nós dois curtia esse tipo de música, então formamos uma dupla sertaneja, mas cantando Sweet-Metal-Progressivo, mas não fizemos muito sucesso.
Nos últimos anos não tenho feito nada além de cantar couvert`s do rei Roberto Carlos nos botequins aqui de Natal. O único problema é que os donos de bares não costumam pagar muito bem por esse tipo de apresentação artística. Eu poderia afirmar, sem medo de estar sendo injusto, que uma das poucas vantagens que esse tipo de trabalho me proporcionou, foi minha ilibada reputação, que até hoje me dá o direito de beber fiado nos bares.
Isso significa dizer que abandonei de vez minha carreira musical, e a partir de então sou mais um proleta que vende sua força de trabalho em troca de trinta dinheiros mensais.
Foi duro, mas não deu pra sustentar o sonho de me tornar um músico reconhecido no meio artístico, para decepção da meia dúzia de fãs que arregimentei durante minha curta carreira, sobretudo pro escroto do Eduardo, que adorava me ver interpretar Roberto Carlos.
A maior dificuldade em me tornar um bom músico, creio eu, talvez deve ter alguma relação com o fato de eu não saber cantar nem tocar instrumento algum. Isso realmente deve ter dificultado as coisas pra mim.
Na primeira banda que fiz parte, fui contratado pra tocar bateria, mas para minha frustração, após assinar o contrato, me dei conta da dificuldade de transportar o instrumento a cada local no qual tocaríamos.
Decidi, logo no primeiro show, levar, ao invés da bateria, uma flauta, motivado pelo fato de ser extremamente mais fácil de transportar o tal instrumento de sopro. Infelizmente o público não gostou muito da troca da bateria pela flauta, sobretudo por que nossa banda era uma banda de punk-rock.
Mais estranho ainda era nossa banda de punk-rock se chamar “Os Changemas do Pagode”, nome este que suscitou inúmeros mal-entendidos, principalmente quando alguém do público pedia que tocássemos um samba ou algo do tipo, e era redargüido com impropérios pelo vocalista.
Me cansei daquele tipo de trabalho e, desejando iniciar uma nova fase na minha carreira, fui fazer um teste pra filarmônica de Berlim.
Fui injustamente reprovado, mas conheci o cara que tocava tamborim na orquestra e, após uns minutos de conversa, ao percebermos nossas afinidades musicais, decidimos formar uma dupla sertaneja. O único problema é que nem um de nós dois curtia esse tipo de música, então formamos uma dupla sertaneja, mas cantando Sweet-Metal-Progressivo, mas não fizemos muito sucesso.
Nos últimos anos não tenho feito nada além de cantar couvert`s do rei Roberto Carlos nos botequins aqui de Natal. O único problema é que os donos de bares não costumam pagar muito bem por esse tipo de apresentação artística. Eu poderia afirmar, sem medo de estar sendo injusto, que uma das poucas vantagens que esse tipo de trabalho me proporcionou, foi minha ilibada reputação, que até hoje me dá o direito de beber fiado nos bares.



1 comentários:
Por falar em Roberto, o Grande Rei, estás devendo muita grana no Prozac. Estou juntanto uns pratos bem sujos, já que você entregou o seu coração artístico ao péssimo hábito de pertencer ao proletariado.
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