29 Dezembro, 2009

“O livro negro do trotskysmo” chega ao Brasil em 2010.




Uma década após ser publicado em países da antiga União Soviética, chega ao Brasil o polêmico livro do jornalista Ucraniano Yuri Maleeiv, intitulado “O livro negro do trotskysmo”.
Traduzido pelo professor da Universidade de São Paulo, Abelardo C. Andolinni, a obra deverá chegar às livrarias de todo o país no início de janeiro próximo.
“Mais que um simples relato histórico de suma importância, ‘O livro negro do trotskysmo’ trás a lume fatos que devem ser esclarecidos, tais como a aliança da chamada Quarta Internacional – fundada por Leon Trotsky – com o partido de Hitler” afirma o professor C. Andolinni.
Ferozmente atacado por intelectuais trotskystas, “O livro negro do trotskysmo” já vendeu em torno de um milhão e meio de exemplares e foi traduzido para nove idiomas desde sua primeira edição em maio de 1999, na Ucrânia.
Com prefácio de Ludo Martens, presidente do Partido do Trabalho da Bélgica, o livro será vendido pelo valor de R$ 30,00.

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Chuva de granizo quase impede realização de passeata contra o aquecimento global.


Dois dias após o término da Conferência de Copenhangue, manifestantes de várias capitais brasileiras, entre as quais São Paulo e Belo Horizonte, que pretendiam realizar um protesto contra o aquecimento global, foram surpreendidos por forte chuva de granizo.
“Consideramos insatisfatórios os acordos realizados na capital dinamarquesa no que se refere a conter a emissão de poluentes. Precisamos salvar o planeta!” afirma o estudante de biologia Gutembergue dos Santos Marcolino, um dos idealizadores do ato. “Trafegávamos pela rodovia Candido Portinari em direção a São Paulo, quando começou a chover granizo. Não tivemos como continuar nossa viagem, por isso iremos remarcar nossa manifestação para outra data” concluiu decepcionado o estudante.
Em Belo Horizonte, capital mineira, centenas de estudantes que se concentravam em frente ao consulado dos Estrados Unidos em protesto contra o posicionamento do presidente Obama em Copenhague, tiveram que se dispersar em função da chuva de granizo.
“Fomos pegos de surpresa, mas providenciamos uns guarda-chuvas, e assim que amenizou (a chuva de granizo), tornamos a ocupar as ruas” asseverou a estudante Janicleide Gomes, que participava da manifestação.
Portando faixas e placas com frases de protesto, tais como; “Bla bla bla – ACT NOW” e “Obama, right city, wrong date?”, os manifestantes se revezavam no microfone proferindo discursos inflamados, sob o olhar vigilante da polícia militar, que acompanhava de longe o protesto. “Apesar do frio e da chuva de granizo, conseguimos protestar contra a ameaça do aquecimento global” comemorou Michele Ubirajara Sá, estudante de ciências sociais da UFMG.
A chuva de granizo em Minas Gerais destruiu carros e casas. Já em São Paulo, causou destruição de plantações, além de deixar a rodovia Candido Portinari intrafegável.
A previsão dos meteorologistas é que o verão deste ano será um dos mais quentes da década.


Confira mais detalhes aqui.

09 Dezembro, 2009

Prozac Bar.


Tirei como meta, esses últimos dias, me tornar um cara mais violento. E como todo cara violento que se preze, fui a um bar procurar uma briga.
Como não sei brigar muito bem, evitei ir a bares freqüentados por aqueles caras de academia de jiu-jitso, pois eu levaria desvantagem caso decidisse sair na porrada com um deles, e justamente por isso, fui a procurar um bar adequado, com possíveis adversários mais fáceis de derrotar.
Primeiro passei no baile da terceira idade e fiquei observando entre os presentes quem poderia ser meu contendor.
Escolhi um velhinho elegante que, apoiado numa bengala, tomava uma dose de gim.
Me aproximei e o xinguei a queima-roupa! Mas o coitado, provavelmente meio surdo, apertou minha mão a sorrir e disse: Na segunda porta à esquerda, entrando no corredor.
Dirigi-me ao local indicado pelo simpático senhor e me deparei com um aviso na porta: “Entrada privativa de funcionários”.
Fui-me embora decepcionado por não ter obtido êxito em minha empreitada, mas para minha felicidade, encontrei no caminho o Prozac bar. Reparei do lado de fora que não havia nenhum segurança, rumei para o balcão e percebi então que os freqüentados do estabelecimento eram, preponderantemente, universitários, pseudo-intelectuais sedentários, artistas e porra-loucas.
Tratei imediatamente de arranjar uma polêmica com uns caras de uma mesa, que falavam sobre poesia contemporânea.
- Cumpadre Washington, falei, é o maior poeta de nosso tempo!
Aguardei alguém apresentar divergência para, então, partir pra porrada, quando escutei uma voz feminina:
- Concordo. Acho inclusive muito semelhante com os poemas do modernismo brasileiro alguns recursos que ele utiliza. A sinestesia, por exemplo, daquela estrofe famosa, “olha o grito do Tarzan”, lembra muito uma passagem de Memórias Sentimentais de João Miramar, onde Oswald fala algo mais ou menos como “observando o barulho dos automóveis.” A influência é explicita! Fiquei sabendo que Chomsky publicou um ensaio recentemente, e quando fala sobre onomatopéia, cita aquele outro verso, “Rala ralando o tchan aê!”
Envolvido em considerações literárias tão interessantes, acabei perdendo a vontade de me envolver em confusão, pedi um cerveja e dois copos, e me pus a conversar com a garota.
Parabenizei Eduardo, um dos donos do bar em sociedade com Eline, sua namorada, pelo estabelecimento e prometi que da próxima vez que eu aparecesse por lá, o presentearia com um CD de Cumpadre Washington.
- Pra tocar em sua radiola, sabe!? – Disse eu - Acho que os clientes vão curtir!
Ele me olhou com estranheza tal, que até fiquei meio constrangido. Dirigi-me à porta de saída e fingi não ouvir quando ele gritou do balcão:
- Grilo! Grilo, falta pagar a conta!

01 Dezembro, 2009

Big Brother Brasil dois

Quando ela voltou do banheiro eu, deitado no sofá, bebia cerveja com bolacha cream cracker enquanto assistia um reality show na TV.
- Tu não fica agoniado não, quando não lava o pau depois de fazer sexo? Me perguntou.
- Só depois que amolece, respondi.
Ela calou-se taciturna e, após alguns segundos hirta no meio da sala, virou-se e foi pro quarto dormir.
Naquela noite adormeci sem escovar os dentes e acordei no outro dia me sentindo o próprio Homer Simpsom.